quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Promoção da Qualidade na Educação Inclusiva


A European Agency for the Development of Special 
Needs é uma organização autónoma e independente, 
apoiada pela Comissão Europeia e pelos Estados- 
Membros, que têm representação nos respectivos 
órgãos de gestão, funcionando como plataforma de 
colaboração europeia no âmbito das necessidades 
educativas especiais. 
A Agência Europeia editou em 2009 uma publicação 
com recomendações para decisores políticos sobre 
princípios chave para a promoção da qualidade da 
educação inclusiva, que tem como antecedentes um 
relatório elaborado em 2003. 
A visão da Agência Europeia tem sido norteada 
por linhas de acção e documentos de referência 
internacionais e europeus, bem como pelas melhores 
práticas resultantes de políticas nacionais levadas a 
cabo pelos estados-membros em prol da educação 
inclusiva. 
Destacam-se da publicação mencionada os seguintes 
princípios-chave: 

Alargar a participação para 
aumentar oportunidades 
educativas para todos os 
alunos 
A meta da educação inclusiva 
é alargar o acesso à educação, 
promover a plena participação 
e dar oportunidade aos alunos, 
vulneráveis à exclusão, de 
realizarem o seu potencial. 
Educação e formação sobre 
educação inclusiva para todos 
os professores 
Para trabalhar eficazmente em 
contextos, os professores precisam 
de ter valores e atitudes apropriadas, 
competências, conhecimentos e 
compreensão. 
Cultura organizacional e 
filosofia que promova a 
inclusão 
Ao nível da escola, ou de outra 
organização educacional, é crucial 
a existência duma cultura e duma 
filosofia aceite por todos, baseadas 
em atitudes positivas, que acolham 
a diversidade de alunos nas salas 
de aula e respondam às diversas 
necessidades em matéria de 
educação. 
Estruturas de apoio organizadas 
de forma a promover a inclusão 
As estruturas de apoio com impacto 
na educação inclusiva são diversas e 
envolvem, muitas vezes, profissionais, 
abordagens e métodos de trabalho 
diferentes. As estruturas de apoio 
podem funcionar como um apoio ou 
como uma barreira à inclusão. 
Sistemas flexíveis de afectação 
de recursos que promovam a 
inclusão 
As políticas de financiamento e as 
estruturas são um dos factores mais 
importantes na inclusão. A ausência 
ou o acesso limitado a recursos e 
respostas pode obstaculizar a inclusão 
e a igualdade de oportunidades dos 
alunos com NEE. 
Legislação que promove a inclusão 
Para que possa ter impacto sobre a educação 
inclusiva, a legislação deve estabelecer 
claramente a inclusão como uma meta. 
Neste sentido, a legislação de todos os 
sectores públicos deve conduzir à prestação 
de serviços e à melhoria dos processos que 
favoreçam a inclusão educativa. 
Políticas que promovem a inclusão 
A promoção da qualidade na educação inclusiva requer 
uma política claramente definida. O objectivo da escola 
para todos deve ser fomentado através de políticas 
educacionais e apoiado por uma filosofia e liderança de 
escola e por práticas dos professores.

Os princípios-chave aqui apresentados centram-se nos aspectos dos sistemas educativos, que abarcam desde a legislação nacional 
ao trabalho realizado nas escolas, e, que julgamos ser cruciais para promover a qualidade na educação inclusiva e apoiar a inclusão 
de alunos com diferentes tipos de necessidades educativas especiais (NEE), nas escolas regulares. 


Fonte: DGIDC,Boletim nº5

Publicado por Salete Bento

domingo, 31 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Trabalho do Outono

Publicado por Prof. Ana Teresa Amaral

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Surdez congénita pode beneficiar visão periférica


Investigadores descobrem em gatos que córtex cerebral compensa outro sentido quando um falha

2010-10-11
Gatos são os únicos animais, para além dos seres humanos, que podem nascer surdos
Gatos são os únicos animais, para além dos seres humanos, que podem nascer surdos
Existem vários casos relatados de pessoas surdas ou invisuais que informam sobre as suas capacidades melhoradas em outros sentidos, mas até agora ninguém sabia como e por quê acontecia. Uma descoberta, publicada na edição online da «Nature Neuroscience», explica que quem tem surdez congénita pode beneficiar de uma visão periférica incrível.

O estudo realizado em três gatos surdos, por uma equipa de investigadores canadianos do departamento de Fisiologia e Farmacologia da Schulich School of Medicine & Dentistry e do Departamento de Psicologia da Faculdade de Ciências Sociais, revela que o cérebro tenta sempre compensar a perda de um sentido reforçando outro.
Os investigadores compararam os gatos surdos com outros que dispõe de audição e descobriram que os primeiros têm melhor visão periférica e detecção de movimento. O cérebro é muito eficiente e nunca desperdiça espaço. Por conseguinte, o estudo explica que a partir do momento que o córtex auditivo é estabelecido à nascença e vai esperando por entradas auditivas que nunca vêm, opta por receber estímulos visuais. Sendo assim, as propriedades neurais dedicam-se a aumentar a visão.

A equipa confirmou que a parte do córtex auditivo que se dedica aos interruptores periféricos de audição está ligada à visão periférica. Os gatos são os únicos animais que para além dos seres humanos, podem nascer surdos.

O autor do estudo, Lomber, com a sua equipa, mostrou que apenas duas capacidades visuais específicas são melhoradas nos surdos: a localização visual no campo periférico e detecção de movimento. Chegaram à conclusão que o córtex auditivo, que normalmente se dedica a recolher sons periféricos, trata de melhorar a visão periférica, o que levou os cientistas a perceber que a função se mantém, mas troca a auditiva pela visual.

Agora, a equipa está empenhada em descobrir como é que um cérebro surdo difere de um auditivo para melhor entender como manejar implantes e como é que as mudanças ou falhas auditivas acontecem naqueles que inicialmente ouviam bem.
Ciência Hoje

Publicado por Salete Bento

domingo, 3 de outubro de 2010

Nascem 100 a 200 crianças com surdez todos os anos


Entre 100 a 200 crianças nascem todos os anos em Portugal com problemas de surdez, segundo estimativas do Grupo de Rastreio e Intervenção da Surdez Infantil (GRISI).
Destak/Lusa | destak@destak.pt
Segundo Luísa Monteiro, médica e promotora do GRISI, cerca de 90 por cento dos recém-nascidos saem das maternidades e hospitais portugueses já com rastreio auditivo feito, o que permite iniciar desde cedo programas de reabilitação e integração destas crianças.
Antigamente, só quando as crianças chegavam aos três anos e não falavam é que se tentava procurar a causa, verificando-se muitas vezes deficiências auditivas significativas.
Mas nessa altura, o sistema nervoso central e as vias auditivas já têm menor capacidade para ser estimuladas do que num bebé pequeno.
Estes rastreios globalizados nas maternidades têm sido possíveis graças à boa vontade dos médicos e das administrações hospitalares, conta Luísa Monteiro, apelando às autoridades para que tracem planos nacionais para o problema da surdez infantil.
“Nunca houve uma diretiva imanada das autoridades de saúde para fazer estes rastreios. Os profissionais têm copiado modelos de outros países que têm tudo isto implementado”, refere em entrevista à agência Lusa.
Outro dos problemas da falta de centralização é a ausência de números globais oficiais sobre o problema. Apesar de alguns hospitais terem os seus próprios dados, não há quem os recolha e compile, o que não permite fazer uma boa planificação da necessidade destas crianças.
“Não há registos centrais. Nem no Ministério da Saúde nem o da Solidariedade Social terão números fidedignos. Isso causa alguns problemas em termos de planeamento”, apela a fundadora do GRISI.
No entender da médica, centralizando os números dos rastreios, as autoridades de saúde conseguem por exemplo saber quantas crianças com deficiência auditiva vão entrar na pré-escola em cada concelho e por ano escolar.
Por comparação com as estatísticas dos outros países, os especialistas estimam que uma a duas crianças por cada mil recém-nascidos tenha deficiência auditiva, o que dá entre 100 a 200 crianças por ano.

Publicado por Salete Bento

" O Desafio da Inclusão" evento promovido pela Associação Desenvolver o Talento"

No próximo dia 22 de Outubro, a Associação Desenvolver o Talento da Guarda promove uma acção sobre um tema de grande importância "O Desafio da Inclusão". A Unidade/Escola de Referência dos Alunos Surdos do Agrupamento de Escolas de S. Miguel da Guarda foi convidada a participar e compartilhar ideias e reflexões acerca da inclusão escolar e social dos alunos surdos. Parabéns à Associação pelo evento e oportunidade de partilha cultural e saberes. 




Publicado por Salete Bento