domingo, 9 de fevereiro de 2014

Governo avança com um grupo de trabalho (Despacho n.º 706-C/2014 ) para revisão da Educação Especial


Nos próximos três meses, um grupo de trabalho, agora nomeado, deverá apresentar ao Governo propostas para rever a legislação que regula a Educação Especial. Segundo um comunicado do Ministério da Educação e Ciência, é "evidente" a necessidade de realizar uma análise abrangente e sustentada do sector. E das dimensões que ele "implica e mobiliza".
O Governo determina, por isso, a criação de um grupo que terá como missão desenvolver um estudo com vista à revisão da legislação, lê-se no comunicado.
"Para a concretização desta missão deverão ser auscultados especialistas, instituições de ensino superior, organizações representativas de professores, pais e encarregados de educação, de pessoas com deficiência, de instituições particulares e cooperativas de educação especial, dos órgãos de administração e gestão de escolas, e outras entidades com reconhecido trabalho nesta área. Pretende-se assim um consenso o mais alargado possível em torno desta matéria", faz saber.
A notícia é avançada numa altura em que o Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel se encontra a analisar o teor de uma providência cautelar contra um protocolo celebrado em Outubro, entre o Instituto da Segurança Social (ISS) e a Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, do Ministério da Educação. Os pedidos de subsídio de educação especial feitos por familiares de alunos com deficiências estão, por isso, suspensos.
O protocolo introduzia mudanças na forma como este apoio é concedido a alunos detentores de deficiências que exigem apoios especializados que não são facultados nas escolas. Mudanças que, segundo a Associação Nacional de Empresas de Apoio Especializado (ANEA), que representa empresas que prestam serviços de terapia da fala, psicologia clínica, fisiatria, entre outros, retiram os médicos do processo de avaliação das necessidades dos alunos. Por essa razão, a ANEA interpôs a providência cautelar.
O subsídio da educação especial é, contudo, apenas um dos instrumentos da Educação Especial que visa dar resposta à educação de crianças com necessidades educativas especiais.
O despacho que formaliza a criação do grupo de trabalho que vai analisar o sector é assinado pelos secretários de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, e da Solidariedade e da Segurança Social, Agostinho Branquinho.
"O Governo dá assim cumprimento a um compromisso assumido publicamente pelo ministro da Educação e Ciência e pelo secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário", lê-se ainda no comunicado que passa em revista algumas medidas já levadas a cabo, como a "criação, em relação a 2011, de mais 29 Unidades de Apoio Especializado (Multideficiência e Surdo cegueira Congénita) e mais 35 Unidades de Ensino Estruturado (Autismo)" ou o "reforço de professores" de educação especial no quadro das escolas: "Um quarto das vagas do concurso de vinculação extraordinária foi para docentes desta área", sublinha o comunicado do ministério.
O grupo de trabalho agora nomeado é constituído pelas seguintes pessoas: Pedro Tiago Dantas Machado da Cunha, da Direcção-Geral da Educação, que coordena; Isabel Maria Azevedo Ferreira Cruz, da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares; Maria Leonor Venâncio Estevens Duarte, da Inspecção-Geral da Educação e Ciência; e Ana Paula Coelho Sousa Alves, do ISS.


 In Público

Publicada por Salete Bento

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Um projecto que põe doentes a partilhar ideias que não passam pela cabeça dos médicos



Pôr o filho com fibrose cística a saltar num trampolim, inventar uma tala com uma colher de pau e velcro para imobilizar uma mão que não pára de tremer, encher a casa de balões para estimular o filho a andar. São invenções caseiras que nasceram de problemas do dia-a-dia de quem sofre ou é familiar de um doente. A ideia é simples: não há ninguém mais motivado para encontrar soluções do que os próprios. Mesmo que, quando vão ao consultório, o médico ouça as conquistas e lhes devolva “um sorriso de troça”.
Diogo começou a tocar piano por acaso e isso atrasou manifestação da doença NUNO FERREIRA SANTOS



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Publicada por Salete Bento

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014




Estado só paga aparelho para um ouvido a surdo profundo

Pais fazem peditório

Publicado ontem

INÊS SCHRECK
 
 
foto LISA SOARES/GLOBAL IMAGENS
Estado só paga aparelho para um ouvido a surdo profundo
Mathew necessita de 30 mil euros para tratamento
 
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Mathew faz, este segunda-feira, 16 meses e os pais estão numa luta contra o tempo. O filho sofre de surdez profunda e precisa de implantes cocleares. Mas o SNS só comparticipa um. O outro custa 30 mil euros.
Desde 2011 que se fazem em Portugal, nos hospitais privados, implantes cocleares bilaterais simultâneos a surdos profundos. Mas no público os doentes não podem ser operados aos dois ouvidos porque o Serviço Nacional de Saúde só comparticipa um implante. Cientes das vantagens de operar os dois, os pais de Mathew lançaram uma campanha de angariação de fundos para poder dar ao filho aquilo que o SNS lhe nega: ouvir bem.

In JN

Publicada por Salete Bento

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014


Médico sueco inventa dispositivo que impede perda de audição

Publicado hoje às 12:51


Um médico sueco que trabalha nos hospitais algarvios e ensina na Universidade do Algarve desenvolveu um dispositivo que impede a perda de audição das crianças. Com esta investigação, Armin Moniri foi distinguido na semana passada pela rainha Silvia da Suécia.


O trabalho de investigação do médico Armin Moniri levou a que 80 por cento das crianças tratadas se curassem da otite média serosa sem recurso a cirurgia.
Este médico sueco, que trabalha no Centro Hospitalar do Algarve, concebeu em casa um método artesanal que consiste, afinal, num brinquedo para a criança.
O facto de as crianças com otite serosa soprarem o balão ajuda a equilibrar a pressão e arejar o ouvido médio. Num mês, pode estar quase curada.
Quando começou o estudo e o tratamento, ajudado por vários colegas do serviço de otorrino do Centro Hospitalar do Algarve, Armin Moniri, 39 anos, deparou-se com crianças que já estavam referenciadas para serem alvo de cirurgia.
O médico admite que o facto de ter um peluche no dispositivo ajuda muito.
Com esta investigação, Armin Moniri foi distinguido na semana passada pela rainha Silvia da Suécia, que tem em Gotemburgo uma Fundação e um Hospital Pediátrico com o seu nome.
O método de Moniri já foi patenteado e começará a ser comercializado este ano por uma empresa sueca.
Artigo Parcial

In TSF via audio

http://www.tsf.pt/paginainicial/AudioeVideo.aspx?content_id=3659781

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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Porque é Natal!......

 


Publicada por Salete Bento

domingo, 8 de dezembro de 2013

Era uma vez uma galinha ruiva ....

A convite da nossa colega Goretti Caldeira e das educadoras do departamento do pré- escolar,  que interessadas em proporcionar às crianças dos diferentes jardins de infância a história da galinha ruiva, estivemos no centro escolar da Sequeira e contámos a história da galinha ruiva adaptada em LGP.

E, porque uma imagem vale mais que mil palavras aqui fica o testemunho.

"As crianças não gostaram... adoraram e têm falado na história todos os dias e vão fazendo os gestos, como demonstra umas fotos de 2 crianças - 1 a contar a história e a outra  a fazer os gestos... lindos." 
Goretti Caldeira

Publicada por Salete Bento