quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Surdos vão ter tablet com tradução em vídeo no Hospital da Feira

O Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga disponibiliza a partir de quarta-feira aos utentes surdos o acompanhamento integral da sua visita com um sistema vídeo que, em tempo real, traduzirá todos os diálogos para Língua Gestual Portuguesa.
Em causa está um projeto-piloto que, ao longo de quatro meses, garantirá nos hospitais da Feira e de Oliveira de Azeméis total autonomia à comunidade afetada por surdez absoluta ou parcial, o que se aplicará tanto a utentes como a cidadãos que, querendo visitar familiares internados, tenham essas limitações auditivas.
"O serviço serve toda a unidade hospitalar, seja na Urgência ou na Consulta Externa", declarou hoje Carlos Carvalho, diretor do serviço de Otorrinolaringologia do Centro Hospitalar.
"É uma questão de responsabilidade social e cumprimos a nossa obrigação ao dar liberdade de acesso a todos os doentes", acrescentou Rita Moutinho, do conselho de administração desse equipamento.
Na prática, qualquer cidadão identificado com surdez à entrada dos hospitais da Feira e de Azeméis terá acesso a um tablet equipado com o Serviin - Serviço de Vídeo-Intérprete, que transportará consigo ao longo de toda a estadia no hospital, como acessório de qualquer diálogo.
Ligado a um call-center com intérpretes disponíveis em permanência, o tablet funcionará nos dois sentidos: traduzirá o Português oral de funcionários e médicos para língua gestual, de forma a que o surdo receba no ecrã a respetiva mensagem em vídeo, e reverterá também a conversa gestual do utente para a oralidade compreensível pelos profissionais hospitalares.
Filipe Pereira, administrador da First Global, que gere o Serviin, garante que o Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga é, "neste momento, o único hospital a nível nacional que tem estes canais de comunicação para que um surdo se desloque sozinho na unidade e possa fazer com autonomia tudo de que precisa dentro dela".
Ainda não há uma estimativa quanto ao número de utentes que beneficiarão com este serviço, mas o cidadão surdo David Fonseca testou-o hoje numa visita ao Hospital da Feira para realização de exames especiais e, no final, afirmou, com recurso à devida intérprete do Serviin: "A comunicação é muito importante, sobretudo na área da Saúde, porque é muito difícil falar com os médicos e este serviço veio ajudar. Percebemos as coisas mais facilmente".
O Serviin está disponível nos hospitais da Feira e Azeméis de segunda a sexta-feira, mesmo que em dias coincidentes com feriados, no período das 08:00 às 23:00. Mais informações sobre o serviço podem consultar-se em www.hospitalfeira.min-saude.pt.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Nós e a Associação de Surdos da Guarda


Movimento Solidário “Nós e a Associação de Surdos da Guarda”


     Em conformidade com o Plano Anual de Atividades e com base nos objetivos propostos no Projeto Educativo do Agrupamento, a Unidade de Referência de Educação Bilingue a Alunos Surdos, no dia 15 de novembro de 2015, publicitou a atividade Movimento Solidário “Nós e a Associação de Surdos da Guarda”.
     Esta atividade ir-se-á desenvolver ao longo do ano letivo, com as turmas já inscritas, bem como com todos os apoiantes e simpatizantes do movimento que queiram ter uma participação ativa ou passiva no mesmo.
     Presentemente vivemos numa sociedade em que impera o saber ser para saber estar, pois cada dia que passa defrontamo-nos com situações humanas que carecem a nossa atenção a nossa partilha, a nossa cooperação, o respeito pelo outro, o sermos dinâmicos e essencialmente de o saber repartir. 
     Nesse sentido pretendemos promover no seio da comunidade escolar os seguintes objetivos: 
- Implementar uma cultura de cidadania responsável e participativa;
- Formar para a paz, a solidariedade, a defesa dos direitos fundamentais.
     Por vezes, quem precisa está tão perto de nós que nem reparamos nas suas necessidades.
     Então porque esperas? Sê solidário ativo neste movimento. Vem colorir a Associação de Surdos da Guarda. 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

IEFP Atendimento de pessoas surdas pelos Serviços de Emprego e Serviços de Formação Profissional do IEFP, I.P.


A Federação Portuguesa das Associações de Surdos juntamente com o Instituto do Emprego e Formação Profissional, realizaram um protocolo, disponibilizando Intérprete de Língua Gestual Portuguesa no acompanhamento dos cidadãos surdos para o atendimento e  formações do Instituto do Emprego e Formação Profissional.


http://www.fpasurdos.pt/infofpas_iefp/#more-875

Segurança Social: Atendimento para pessoas com necessidades especiais - cidadãos Surdos

INFOFPAS – Segurança Social: Atendimento para pessoas com necessidades especiais - cidadãos Surdos

A Federação Portuguesa das Associações de Surdos juntamente com a Segurança Social,realizaram um protocolo, disponibilizando Intérprete de Língua Gestual Portuguesa no acompanhamento dos cidadãos surdos para o atendimento na Segurança Social.


http://www.fpasurdos.pt/infofpas_ss/

Seminário: Criação da Comissão para o Reconhecimento da Língua Gestual Portuguesa e Defesa dos Direitos das Pessoas Surdas

Tema: Língua Gestual Portuguesa
Data: 14 de novembro
Local: Escola Superior de Educação de Coimbra

A TVLGP - Legendagem e a Associação de Surdos de Lisboa promovem este Seminário com o seguinte programa:

9h00 - Abertura e Receção
9h30 - Cultura - Teatro I
10h00 - Abertura do seminário
10h30 - I Painel - A Língua Gestual Portuguesa no sistema social e político
12h00 - Almoço
14h30  - Cultura - Teatro II
15h00 - A Língua Gestual Portuguesa nas televisões
16h30  - Apresentação dos inquéritos sobre LGP nas televisões
17h00 - Palestra Especial por Robert Adam
17h45 - Encerramento do Seminário


https://tvlgplegendagem.wordpress.com/programa-provisorio/
SERVIIN - INTERPRETAÇÃO EM LGP

      O Serviin é o serviço de vídeo-interpretação que quebra as barreiras comunicacionais entre a comunidade surda e a comunidade ouvinte, por vídeo-chamada, utilizando um telefone 3G/4G (custo de 1 cêntimo / min para o surdo) ou on-line pelo portal (gratuito).
     As intérpretes fazem o atendimento ao surdo por vídeo-chamada, contactam o serviço/empresa de destino e intercalam a comunicação entre o surdo e a entidade.
     No caso de a vídeo-chamada ter origem no portal, a chamada é estabelecida sem a necessidade de instalação ou configuração, seguindo o mesmo processo de atendimento indicado anteriormente.

       
           http://www.portaldocidadaosurdo.pt/

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

O vídeo anti-bullying infantil que está a conquistar o mundo

"Daisy Chain" nasceu como uma história de embalar e em três anos tornou-se um dos livros interativos de maior sucesso na Austrália. E também um curta metragem com a narração da atriz Kate Winslet.


Para reconfortar o filho, Davis decidiu contar-lhe uma história de embalar de alguns dos livros infantis da vasta coleção que tem em casa, mas não encontrou nenhuma história apropriada para aquele momento. Então, decidiu inventar uma. Assim nasceu a ideia para “Daisy Chain”, um conto sobre uma menina chamada Bree Buttercup, que é perseguida por outras crianças quando tiram uma fotografia dela e a colocam em todas as árvores do parque. É o próprio Benjamin quem ajuda Bree a combatê-los usando uma corrente de margaridas, a sua flor favorita.
Num período de 3 anos, a história deixou o quarto de Benjamin para tornar-se um dos livros interativos com o maior número de downloadsna Austrália. Depois, foi feita um curta metragem com a narração da atriz Kate Winslet, que está a ser utilizado por grupos anti-bullying na Austrália, Estados Unidos e Reino Unido para a consciencialização das crianças nas escolas.
“Daisy Chain é um veículo para os pais abordarem o assunto do bullyingcom os seus filhos, independente da suspeita que as suas crianças possam ser as vítimas ou perpetradores”, disse à publicação Oscar Yildiz da organização  Australia Foundation.
O autor explicou ao The Guardian que a sua maior inspiração foi a internet. “Não sou um especialista em bullying. Sou apenas um escritor, mas parece-me que [a questão] está muito pior agora por causa das redes sociais e dos telemóveis. Os aparelhos podem ser brilhantes mas é tão fácil para alguém clicar num botão e de repente milhões de pessoas vejam uma imagem, e o impacto nas crianças é devastador”, assegura.
A primeira versão da história centrava-se mais em Benjamin e foi batizada de “Dandelion”. Como Davis trabalha numa agência digital, o processo de transformar a sua ideia numa narrativa na forma de uma aplicação pareceu-lhe natural. O resultado impressionou a própria equipa de criação: a app foi selecionada como uma das melhores de 2012 pela própria Apple, ocupou o topo da lista das aplicações com maisdownloads em 2012 na categoria Livro Interativo e foi traduzida para japonês, mandarim, espanhol, alemão e francês.
O sucesso motivou Davis a adaptar o conto para o formato de vídeo. “Quando recebemos a proposta de Galvin [Davis], o que nos chamou a atenção foi a forma da história, o enredo e a maneira como a tecnologia foi utilizada não apenas para entreter como também para informar e incentivar o pensamento crítico numa audiência tão jovem”, defende Tim Phillips, gerente de plataformas da Screen Australia, que financiou o vídeo.
E como é que Kate Winslet entrou no projeto? Davis explica à publicação que conheceu a atriz durante a rodagem de um filme na época em que estava a tentar a vida no cinema. Ela lhe terá dito para “nunca desistir” dos seus sonhos – frase que nunca lhe saiu da cabeça.
“Entrei em contacto com o seu agente, mas não achei por um minuto que aceitaria. No entanto, ela respondeu e disse que gravaria [a narração do vídeo] – e que ela fez em apenas dois takes“, conta o autor.