quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

De Mãos Dadas

    No passado dia 23 de novembro, no Lactário Dr. Proença, no âmbito do seu Projecto Pedagógico – "De mãos dadas"  e em comemoração do Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa (15 de novembro), duas técnicas de língua gestual portuguesa (LGP), formadora de LGP e  intérprete de LGP foram ensinar as cores e outros gestos, para as crianças poderem comunicar com outras crianças surdas.
   Houve uma grande empatia entre as técnicas e crianças do pré-escolar, as quais participaram activamente nas diversas actividades e demonstraram muita curiosidade em aprender gestos novos.
   Muito obrigada pelo Vosso convite!

http://www.lactarioproenca.pt/index.php/noticias/92-dia-nacional-da-lingua-gestual



Educação para os afetos

Divulgamos a atividade "Educação para os afetos".

Participem




Juntos comunicamos

     O Agrupamento de Escolas da Sé integra a unidade de referência de educação bilingue de alunos surdos que tem crianças surdas integradas em todos os níveis de ensino e propõe-se promover a inclusão e criar condições de aprendizagem para todas as crianças, numa cultura de cidadania responsável e participativa. Sendo a educação pré-escolar um  espaço de tempo privilegiado para aprendizagens estruturantes e decisivas na comunicação, no respeito pela diferença e na valorização de todos  e de cada um em particular, as docentes do jardim-de-infância da Póvoa do Mileu, a docente do grupo 920 e as técnicas da unidade de referência de educação bilingue de alunos surdos, propuseram em parceria desenvolver uma atividade ao longo do ano letivo 2015/2016, na área da comunicação.
    Assim, integrado no Plano Anual de Atividades é proposto o projeto “ Juntos comunicamos”, uma parceria entre o Jardim de Infância da Póvoa do Mileu e a unidade de referência de educação bilingue de alunos surdos. “ O ser humano é por natureza, um comunicador, pelo que comunicar constitui uma questão central no desenvolvimento da criança...Para que a criança possa aprender a comunicar usando a língua do seu grupo social, precisa de estar imersa no ambiente onde “ouça” falar e tenha oportunidade para falar com falantes da sua língua materna.” Esta atividade será desenvolvida no jardim de infância da Póvoa do Mileu, que integra duas crianças com problemas auditivos. Tem como objetivo promover a comunicação sem barreiras, cimentar o respeito por todos e por cada um; valorizar cada um integrado na sociedade dinâmica, envolvendo toda a comunidade educativa; articular a nível curricular e enriquecer a resposta às crianças de necessidades educativas especiais integradas no grupo.
     A estratégia utilizada irá passar pelos realização de :
         1º - Sessões em parceria com as técnicas e docente da unidade de referência de educação bilingue de alunos surdos, e docentes do jardim de infância da Póvoa do Mileu com histórias, lengalengas e brincadeiras com diferentes línguas;
         2º - Uso da língua gestual portuguesa e momentos da dinâmica/rotina da sala;
         3º - Promover a igualdade entre pares, sob o lema “ Todos diferentes todos iguais”
    Aprendizagem da língua gestual portuguesa é essencial por parte dos alunos ouvintes que em contacto com os seus pares surdos se criam laços de socialização, quebrando as barreiras de comunicação entre eles.
    O projeto pretende ser um caminho na construção da língua gestual, um veículo de expressão e de comunicação.
    Uma iniciativa que torna o jardim de infância mais inclusivo e integrador  de todos nos alunos.
    Assim, no dia 16 de novembro, realizou-se a primeira visita ao Jardim de Infância da Póvoa do Mileu, com a presença da formadora de LGP e a intérprete de LGP narrando em língua gestual portuguesa (LGP) o conto "As gotas e o arco-íris".
    Os alunos aguardaram muito curiosos e atentos à narração da história em língua gestual portuguesa. A formadora contou a história em LGP e ia mostrando, em simultâneo, as imagens coloridas, enquanto a interprete traduziu para voz.
    De seguida, realizou-se um jogo com os alunos para verificar se tinham assimilado os gestos das cores da história, onde demonstraram que estiveram muito atentos e interessados, pois no geral lembravam-se das cores em LGP.
    Como suporte e reforço visual levaram um “miminho”, onde cada um recebeu um dinossauro com a sua cor preferida e respetivo gesto da cor.
    E assim aprenderam as cores em língua gestual portuguesa para poderem comunicar com outras crianças surdas.
    Parabéns a todos.



quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Surdos vão ter tablet com tradução em vídeo no Hospital da Feira

O Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga disponibiliza a partir de quarta-feira aos utentes surdos o acompanhamento integral da sua visita com um sistema vídeo que, em tempo real, traduzirá todos os diálogos para Língua Gestual Portuguesa.
Em causa está um projeto-piloto que, ao longo de quatro meses, garantirá nos hospitais da Feira e de Oliveira de Azeméis total autonomia à comunidade afetada por surdez absoluta ou parcial, o que se aplicará tanto a utentes como a cidadãos que, querendo visitar familiares internados, tenham essas limitações auditivas.
"O serviço serve toda a unidade hospitalar, seja na Urgência ou na Consulta Externa", declarou hoje Carlos Carvalho, diretor do serviço de Otorrinolaringologia do Centro Hospitalar.
"É uma questão de responsabilidade social e cumprimos a nossa obrigação ao dar liberdade de acesso a todos os doentes", acrescentou Rita Moutinho, do conselho de administração desse equipamento.
Na prática, qualquer cidadão identificado com surdez à entrada dos hospitais da Feira e de Azeméis terá acesso a um tablet equipado com o Serviin - Serviço de Vídeo-Intérprete, que transportará consigo ao longo de toda a estadia no hospital, como acessório de qualquer diálogo.
Ligado a um call-center com intérpretes disponíveis em permanência, o tablet funcionará nos dois sentidos: traduzirá o Português oral de funcionários e médicos para língua gestual, de forma a que o surdo receba no ecrã a respetiva mensagem em vídeo, e reverterá também a conversa gestual do utente para a oralidade compreensível pelos profissionais hospitalares.
Filipe Pereira, administrador da First Global, que gere o Serviin, garante que o Centro Hospitalar do Entre Douro e Vouga é, "neste momento, o único hospital a nível nacional que tem estes canais de comunicação para que um surdo se desloque sozinho na unidade e possa fazer com autonomia tudo de que precisa dentro dela".
Ainda não há uma estimativa quanto ao número de utentes que beneficiarão com este serviço, mas o cidadão surdo David Fonseca testou-o hoje numa visita ao Hospital da Feira para realização de exames especiais e, no final, afirmou, com recurso à devida intérprete do Serviin: "A comunicação é muito importante, sobretudo na área da Saúde, porque é muito difícil falar com os médicos e este serviço veio ajudar. Percebemos as coisas mais facilmente".
O Serviin está disponível nos hospitais da Feira e Azeméis de segunda a sexta-feira, mesmo que em dias coincidentes com feriados, no período das 08:00 às 23:00. Mais informações sobre o serviço podem consultar-se em www.hospitalfeira.min-saude.pt.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Nós e a Associação de Surdos da Guarda


Movimento Solidário “Nós e a Associação de Surdos da Guarda”


     Em conformidade com o Plano Anual de Atividades e com base nos objetivos propostos no Projeto Educativo do Agrupamento, a Unidade de Referência de Educação Bilingue a Alunos Surdos, no dia 15 de novembro de 2015, publicitou a atividade Movimento Solidário “Nós e a Associação de Surdos da Guarda”.
     Esta atividade ir-se-á desenvolver ao longo do ano letivo, com as turmas já inscritas, bem como com todos os apoiantes e simpatizantes do movimento que queiram ter uma participação ativa ou passiva no mesmo.
     Presentemente vivemos numa sociedade em que impera o saber ser para saber estar, pois cada dia que passa defrontamo-nos com situações humanas que carecem a nossa atenção a nossa partilha, a nossa cooperação, o respeito pelo outro, o sermos dinâmicos e essencialmente de o saber repartir. 
     Nesse sentido pretendemos promover no seio da comunidade escolar os seguintes objetivos: 
- Implementar uma cultura de cidadania responsável e participativa;
- Formar para a paz, a solidariedade, a defesa dos direitos fundamentais.
     Por vezes, quem precisa está tão perto de nós que nem reparamos nas suas necessidades.
     Então porque esperas? Sê solidário ativo neste movimento. Vem colorir a Associação de Surdos da Guarda. 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

IEFP Atendimento de pessoas surdas pelos Serviços de Emprego e Serviços de Formação Profissional do IEFP, I.P.


A Federação Portuguesa das Associações de Surdos juntamente com o Instituto do Emprego e Formação Profissional, realizaram um protocolo, disponibilizando Intérprete de Língua Gestual Portuguesa no acompanhamento dos cidadãos surdos para o atendimento e  formações do Instituto do Emprego e Formação Profissional.


http://www.fpasurdos.pt/infofpas_iefp/#more-875

Segurança Social: Atendimento para pessoas com necessidades especiais - cidadãos Surdos

INFOFPAS – Segurança Social: Atendimento para pessoas com necessidades especiais - cidadãos Surdos

A Federação Portuguesa das Associações de Surdos juntamente com a Segurança Social,realizaram um protocolo, disponibilizando Intérprete de Língua Gestual Portuguesa no acompanhamento dos cidadãos surdos para o atendimento na Segurança Social.


http://www.fpasurdos.pt/infofpas_ss/

Seminário: Criação da Comissão para o Reconhecimento da Língua Gestual Portuguesa e Defesa dos Direitos das Pessoas Surdas

Tema: Língua Gestual Portuguesa
Data: 14 de novembro
Local: Escola Superior de Educação de Coimbra

A TVLGP - Legendagem e a Associação de Surdos de Lisboa promovem este Seminário com o seguinte programa:

9h00 - Abertura e Receção
9h30 - Cultura - Teatro I
10h00 - Abertura do seminário
10h30 - I Painel - A Língua Gestual Portuguesa no sistema social e político
12h00 - Almoço
14h30  - Cultura - Teatro II
15h00 - A Língua Gestual Portuguesa nas televisões
16h30  - Apresentação dos inquéritos sobre LGP nas televisões
17h00 - Palestra Especial por Robert Adam
17h45 - Encerramento do Seminário


https://tvlgplegendagem.wordpress.com/programa-provisorio/
SERVIIN - INTERPRETAÇÃO EM LGP

      O Serviin é o serviço de vídeo-interpretação que quebra as barreiras comunicacionais entre a comunidade surda e a comunidade ouvinte, por vídeo-chamada, utilizando um telefone 3G/4G (custo de 1 cêntimo / min para o surdo) ou on-line pelo portal (gratuito).
     As intérpretes fazem o atendimento ao surdo por vídeo-chamada, contactam o serviço/empresa de destino e intercalam a comunicação entre o surdo e a entidade.
     No caso de a vídeo-chamada ter origem no portal, a chamada é estabelecida sem a necessidade de instalação ou configuração, seguindo o mesmo processo de atendimento indicado anteriormente.

       
           http://www.portaldocidadaosurdo.pt/

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

O vídeo anti-bullying infantil que está a conquistar o mundo

"Daisy Chain" nasceu como uma história de embalar e em três anos tornou-se um dos livros interativos de maior sucesso na Austrália. E também um curta metragem com a narração da atriz Kate Winslet.


Para reconfortar o filho, Davis decidiu contar-lhe uma história de embalar de alguns dos livros infantis da vasta coleção que tem em casa, mas não encontrou nenhuma história apropriada para aquele momento. Então, decidiu inventar uma. Assim nasceu a ideia para “Daisy Chain”, um conto sobre uma menina chamada Bree Buttercup, que é perseguida por outras crianças quando tiram uma fotografia dela e a colocam em todas as árvores do parque. É o próprio Benjamin quem ajuda Bree a combatê-los usando uma corrente de margaridas, a sua flor favorita.
Num período de 3 anos, a história deixou o quarto de Benjamin para tornar-se um dos livros interativos com o maior número de downloadsna Austrália. Depois, foi feita um curta metragem com a narração da atriz Kate Winslet, que está a ser utilizado por grupos anti-bullying na Austrália, Estados Unidos e Reino Unido para a consciencialização das crianças nas escolas.
“Daisy Chain é um veículo para os pais abordarem o assunto do bullyingcom os seus filhos, independente da suspeita que as suas crianças possam ser as vítimas ou perpetradores”, disse à publicação Oscar Yildiz da organização  Australia Foundation.
O autor explicou ao The Guardian que a sua maior inspiração foi a internet. “Não sou um especialista em bullying. Sou apenas um escritor, mas parece-me que [a questão] está muito pior agora por causa das redes sociais e dos telemóveis. Os aparelhos podem ser brilhantes mas é tão fácil para alguém clicar num botão e de repente milhões de pessoas vejam uma imagem, e o impacto nas crianças é devastador”, assegura.
A primeira versão da história centrava-se mais em Benjamin e foi batizada de “Dandelion”. Como Davis trabalha numa agência digital, o processo de transformar a sua ideia numa narrativa na forma de uma aplicação pareceu-lhe natural. O resultado impressionou a própria equipa de criação: a app foi selecionada como uma das melhores de 2012 pela própria Apple, ocupou o topo da lista das aplicações com maisdownloads em 2012 na categoria Livro Interativo e foi traduzida para japonês, mandarim, espanhol, alemão e francês.
O sucesso motivou Davis a adaptar o conto para o formato de vídeo. “Quando recebemos a proposta de Galvin [Davis], o que nos chamou a atenção foi a forma da história, o enredo e a maneira como a tecnologia foi utilizada não apenas para entreter como também para informar e incentivar o pensamento crítico numa audiência tão jovem”, defende Tim Phillips, gerente de plataformas da Screen Australia, que financiou o vídeo.
E como é que Kate Winslet entrou no projeto? Davis explica à publicação que conheceu a atriz durante a rodagem de um filme na época em que estava a tentar a vida no cinema. Ela lhe terá dito para “nunca desistir” dos seus sonhos – frase que nunca lhe saiu da cabeça.
“Entrei em contacto com o seu agente, mas não achei por um minuto que aceitaria. No entanto, ela respondeu e disse que gravaria [a narração do vídeo] – e que ela fez em apenas dois takes“, conta o autor.


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

QUE LÍNGUA ESTÃO A FALAR?

ESTREIA ONLINE DIA 27 SETEMBRO. NÃO PERCA!

"A Zulfilmes, em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian, a Widex-Centros Auditivos, a Fundação PT e a Universidade Lusófona, tem o prazer de disponibilizar online e gratuitamente o filme VERSO DA FALA, dentro da esfera do cinema inclusivo, na nossa missão de contribuir para esbater preconceitos e sensibilizar a sociedade para o universo da surdez."

http://videos.sapo.pt/DlLAEpshqRBdaZ2gT74y


Ficha Técnica:
Género: Filme documentário
Ideia Original: Fernando Centeio
Argumento: Carlos Lopes e Adriana Ventura
Realização: Adriana Ventura e Carlos Lopes
Animação: Miguel Ramos
Produtor: Fernando Centeio
Produção: Zulfilmes
Filme documentário: 59’

Contactos:
Zulfilmes - Produtora de Cinema
geral@zulfilmes.com
http://facebook.com/zulfilmes
Rua Nova da Trindade, 1 - 2ºDto. 1200-301 Lisboa
Tel. +351 21 346 64 27

Coordenação Geral Zulfilmes:
Rita Pires Marques
rita.piresmarques@zulfilmes.com

Produtor Zulfilmes:
Fernando Centeio



quinta-feira, 4 de junho de 2015

Esclarecimento sobre a realização do PET por alunos surdos


 

A propósito de notícias que vieram a público nos últimos dias, quer na imprensa quer na televisão, e que davam conta de problemas na realização do Preliminary English Test (PET) por parte de alunos surdos, o Instituto de Avaliação Educativa (IAVE) vem esclarecer que essa informação não corresponde à verdade. O IAVE também não foi contactado para que pudesse prestar os esclarecimentos que se impunham.


As notícias em causa apresentavam declarações de professores e dirigentes do Agrupamento de Escolas D. Maria II, em Braga, que o IAVE não compreende e lamenta.

Ao contrário do que sugerem as referidas notícias, foram disponibilizadas condições para que os alunos do 9.º ano, com necessidades educativas especiais (NEE), designadamente os alunos surdos, pudessem realizar o Preliminary English Test (PET).  Contudo, o manual de procedimentos prevê que estes alunos possam ser dispensados de o fazer ou de realizar parcialmente o teste, sendo essa decisão da responsabilidade dos encarregados de educação e das escolas. Foi solicitada às escolas a informação sobre o número de alunos com NEE e quais as condições para que estes pudessem realizar o teste. O IAVE enviou todos os materiais adaptados solicitados para as diferentes necessidades. O IAVE contactou, ainda, todas as escolas com alunos surdos ou com deficiência auditiva severa, tendo explicado minuciosamente quais os materiais disponíveis para estes alunos. As escolas optaram, consoante as circunstâncias, pelos materiais mais adequados a cada caso. 

Relativamente aos materiais disponibilizados é referido em tom crítico o envio às escolas de um CD que os alunos surdos não poderiam ouvir. O CD não era, naturalmente, para ser ouvido pelo aluno, mas sim pelo professor, para que este o reproduzisse ao mesmo ritmo, permitindo aos alunos fazer a respetiva leitura labial. Este CD, em velocidade lenta, é igualmente usado por alunos com outro tipo de necessidades, nomeadamente por aqueles que apresentam paralisia cerebral ou limitação motora severa.

 O Agrupamento de Escolas D. Maria II de Braga, que parece estar na origem destas notícias, tem duas escolas com 9,º ano: a Escola D. Maria II, com 73 alunos, e a Escola Básica de Lamaçães, com 184 alunos. Para a primeira foram pedidas condições especiais para dois alunos, nomeadamente para terem mais tempo e realizarem a prova numa sala à parte.

Para a segunda, foi pedida dispensa de realização do teste para 9 alunos e condições especiais para 6 alunos. Nenhuma das duas escolas pediu ao IAVE materiais adaptados para alunos surdos.

 Ora, se como é referido nas notícias, os alunos surdos não realizaram o PET foi, ou porque os pais/encarregados de educação e/ou a escola assim o decidiram, ou porque esta não solicitou ao IAVE os materiais adaptados de que necessitava.

 
IAVE, 24 de maio de 2015

Oiça bem: perturbação auditiva afeta 5% das crianças

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/saude/oica-bem-perturbacao-auditiva-afeta-5-das-criancas

quinta-feira, 14 de maio de 2015

1º Encontro de Pais

No dia nove de maio de 2015 realizou-se a atividade “1º Encontro de Pais” na EB de S. Miguel com o objetivo de partilhar vivências/experiência, saberes e formas de lidar com a problemática dos seus filhos.
Este encontro teve como moderador Dr. Carlos Caixas psicólogo, sócio-fundador e diretor geral da Artenave Atelier - Associação de Solidariedade - Moimenta da Beira - e representante português da RESIT - Rede de Empresas Sociais de Inserção pelo Trabalho na ENSIE (European Network for Social Integration Entreprises) - Bruxelas - e da associação francesa TRANSFER (de Bordéus) para a metodologia IOD em Portugal". 
O encontro visou essencialmente a troca de experiências vividas entre pais e filhos surdos, formas de encarar e lidar com a problemática e reflexão sobre as interações e relações desenvolvidas entre a criança e sua família.
A atividade superou as expetativas, uma vez que houve excelente adesão por parte dos encarregados de educação e professores.
Para finalizar, realizou-se um lanche de convívio entre os presentes, patrocinado pelo Restaurante Quinta da Magarenha- Viseu.

terça-feira, 5 de maio de 2015

#5 Feliz Dia da Mãe!

Cognitio ominbus (Conhecimento para todos)


      O grupo de docentes da Escola Secundária da Sé, Técnicos e alunos da escola, referidos no trabalho elaboraram o mesmo, no âmbito do PAA, de acordo com os objetivos do concurso “Escola Alerta”, com o intuito de contribuir para a eliminação das barreiras comunicacionais dos indivíduos com deficiência sensorial.
     Tendo como principais objectivos promover, desenvolver e reconhecer o conhecimento e a acessibilidade ao ambiente social e cultural, educação, informação e comunicação, bem como permitir o pleno gozo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais, das pessoas com deficiência.
     Defendendo o direito da equidade e de valorizar o trabalho cooperativo, elaborou-se o trabalho “Cognitio ominbus (Conhecimento para todos)”- tradução em Braille e Língua Gestual Portuguesa do livro “ A História de um gato e de um rato que se tornaram amigos” de Luís Sepúlveda, bem como materiais didácticos de exploração do livro para alunos com necessidades educativas especiais.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

terça-feira, 21 de abril de 2015

Livro “SER Intérprete da Língua Gestual Portuguesa"




No dia 31 de janeiro de 2015, a Editora Mosaico de Palavras publicou esta obra, coordenada pela Professora Susana Barbosa e prefaciada pelo jornalista Júlio Magalhães, obra que, como o próprio título indica, se centra sobre o papel e a figura do intérprete de Língua Gestual Portuguesa.
 
Contactos:Editora Mosaico
Tel.: 224 801 761
Telm: 96 367 85 34
E-mail: geral@mosaico-de-palavras.pt
Sítio web: www.mosaico-de-palavras.pt

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Câmara de Beja vai disponibilizar serviços de tradução para surdos

http://www.porsinal.pt/index.php?ps=destaques&idt=not&iddest=250

Intérprete de língua gestual foi a estrela no festival da canção sueco




Lançada Escola Virtual de Língua Gestual Portuguesa para "quebrar barreiras"


A Associação de Surdos do Porto (ASP) lançou hoje uma escola virtual de Língua Gestual Portuguesa (LGP), projeto que visa motivar a comunidade ouvinte a "quebrar barreiras de comunicação" com as pessoas que têm deficiência auditiva, indicaram os responsáveis.

A Escola Virtual de Língua Gestual Portuguesa da ASP traduz-se numa plataforma online - presente no endereço www.lgpescolavirtual.pt - que contém conteúdos sobre LGP desde a descrição desta língua a módulos sobre datilografia, numerais ou mesmo formas mais comuns de saudações e cumprimentos, entre outros.
"O maior problema da comunidade surda atualmente é a barreira de comunicação existente entre o mundo surdo e o mundo ouvinte", referiu à Lusa o responsável do Departamento de Formação da ASP, Armando Baltazar.
"A LGP é uma cultura" é o lema que pode ler-se na plataforma lançada pela ASP, que desta forma motiva a comunidade ouvinte a "deixar de ter desculpas" para não aprender a comunicar com a comunidade surda.
No resumo de apresentação deste projeto lê-se que é estimado que "as crianças surdas sofrem um atraso de cinco a sete anos no seu desenvolvimento cognitivo", uma realidade resultante do facto de, continua o documento, "muitos dos que contactam com elas [crianças] não têm conhecimentos básicos de linguagem gestual".
Armando Baltazar, que também é responsável pelo Departamentos de Formação Profissional do Fundo Social Europeu destinado à comunidade surda, apontou que o acesso aos conteúdos é totalmente gratuito, sendo objetivo da ASP manter de forma livre os módulos, bem como conseguir aumentar e atualizar a informação, estando a ser equacionada uma candidatura ao quadro comunitário de apoio Portugal 2020.
O arranque do projeto da ASP foi viabilizado, indicaram os responsáveis, por este ter ganho o 1.º Prémio BPI Capacitar 2013, ou seja uma verba próxima dos 19 mil euros, e graças a uma parceria com a Escola Superior de Educação de Coimbra.
O ensino de LGP à distância não é comum em Portugal, sendo mais recorrente a formação presencial.
Sobre o panorama atual deste tipo de ferramentas, Armando Baltazar indicou ter conhecimento de plataformas sobre o tema mas a escola virtual da ASP é, garantiu, "diferente e inovadora", nomeadamente no que diz respeito à forma como é feita a avaliação ou a apresentação das aulas.
Ao longo da manhã de hoje, período em que foi lançado o sítio oficial na Internet, inscreveram-se três dezenas de pessoas nesta escola virtual de LGP, um número que os responsáveis acreditam que "aumente muito nos próximos dias".
Para além da comunidade ouvinte, podem beneficiar desta ideia pessoas que tenham ficado surdas há pouco tempo ou cuja audição venha a diminuir aos poucos.

Inclu é um jogo para todos


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Aplicação das recomendações do conselho nacional de educação relativamente ao enquadramento legal da educação especial



Diário da República, 1.a série—N.o 35—19 de fevereiro de 2015 959

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Resolução da Assembleia da República n.o 17/2015
Aplicação das recomendações do conselho nacional de educação relativamente
ao enquadramento legal da educação especial


A Assembleia da República resolve, nos termos do n.o 5 do artigo 166.o da Constituição, recomendar ao Governo que: 
1 — Seja acautelada a situação das crianças a quem é autorizado o adiamento do ingresso na escolaridade, de forma a garantir as medidas de apoio através da intervenção precoce no(s) ano(s) de permanência adicional na educação pré-escolar e o cumprimento de 12 anos de escolaridade.
2 — Se proceda
à alteração do Decreto-Lei n.o 3/2008, de 7 de janeiro, no que se refere ao desen-
volvimento de:
a) Medidas educativas temporárias que permitam responder às necessidades educativas especiais (NEE) de caráter transitório, comprovadamente impeditivas do desenvolvimento de aprendizagens;
b) Medidas de resposta a situações de alunos/as com dificuldades de aprendizagem específicas que comprovadamente impeçam a sua qualidade e desenvolvimento;
c) Uma medida educativa adicional que permita a adaptação do currículo às necessidades educativas dos/as alunos/as, mais flexível do que a medida «adequações curriculares individuais» (prevista no artigo 18.o) mas me- nos restritiva do que o estabelecimento de um currículo específico individual (CEI) (previsto no artigo 21.o).
3 — Seja acautelada a situação de crianças e jovens com NEE em momentos de avaliação externa das aprendizagens, permitindo a sua adequação às medidas educativas contempladas no programa educativo individual (PEI).
4 — Seja garantida a certificação pedagógica do percurso escolar realizado pelos/as alunos/as com PEI e CEI e revista a Portaria n.o 275-A/2012, de 11 de setembro.

Aprovada em 6 de fevereiro de 2015.
A Presidente da Assembleia da República, Maria da
Assunção A. Esteves. 

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Surdos já podem pedir ajuda por telemóvel


Investigadores da Universidade de Vila Real desenvolveram a aplicação móvel "SOSPhone" para ajudar as pessoas surdas a contactar os serviços de emergência sem recurso a uma chamada de voz.
"Esta é uma aplicação inovadora à escala global. Não existem soluções que sigam o mesmo paradigma de comunicação não-verbal", afirmou hoje, em comunicado, Benjamim Fonseca, do Departamento de Engenharias da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e responsável pelo projecto. 
Segundo explicou, o "SOSPhone" é uma aplicação móvel que permite contactar os serviços de emergência sem recurso a uma chamada de voz, através de uma interface iconográfica. 
O projecto é dirigido à comunidade surda mas poderá ser adaptado a grupos de cidadãos com necessidades semelhantes.
Com esta aplicação, o utente vai descrevendo a emergência, com elevado detalhe, através da selecção de ícones que surgem ao longo do atendimento.
No final, é gerada e enviada uma mensagem de telemóvel - SMS - automática com os detalhes da ocorrência, as coordenadas de localização e a identificação da pessoa que realiza o pedido.
"O SOSPhone proporciona rapidez, universalidade, localização exacta, não permite pedidos anónimos, proporciona elevado detalhe e simplicidade, permite autonomia no pedido de ajuda de cidadãos surdos, mas também a qualquer utilizador" salientou o investigador.
Benjamim Fonseca sublinhou que, para o sucesso do projecto, foi fundamental a proximidade à comunidade surda, a qual possibilitou "a identificação informal de várias áreas de intervenção, relativamente a serviços, normalmente inacessíveis, devido às barreiras de comunicação que apresentam". 
Trata-se de um projecto com origem académica, mas que acabou por levar à criação da "4ALL Software", uma empresa "spin off" incubada na UTAD, que irá dar continuidade ao projecto e transpor, para a sociedade, os resultados alcançados.
A esta empresa caberá ainda a identificação de novas áreas de actuação, através da realização de estudos com associações de surdos e com grupos representativos de cidadãos com necessidades comunicacionais semelhantes.
O projecto "SOSPhone" foi premiado recentemente pela Fundação para a Ciência e Tecnologia com cerca de 38.000 euros.
Das 60 candidaturas recebidas ao Prémio Inclusão e Literacia Digital, 18 foram premiadas, entre elas a iniciativa da academia transmontana.
Lusa/SOL